Eu vou,neste tema,postar um resumo da passagem bíblica que enfoca o tema!
Enraizada no ambiente judaico e pagão,a Igreja enfrenta o primeiro grande conflito.Os cristãos provenientes do judaísmo continuavam praticando a circuncisão e observando as prescrições da Lei.A evangelização não obrigava os pagãos convertidos a esses costumes judaicos.Contudo,alguns de Jerusalém(fariseus convertidos - cf. v.5) começaram a ensinar que também os pagãos,para se salvarem,deviam observar as mesmas coisas que os judeus convertidos.Em outras palavras,primeiro deviam ser "judaizados" e depois cristianizados.A questão era muito séria:os costumes judaicos pertencem à essência da mensagem cristã? Até que ponto a ação missionária da Igreja transmite o Evangelho, ou confunde o Evangelho com determinado contexto sociocultural,impondo a um povo a cosmovisão de outro? O Evangelho é fermento libertador,e não super-estrutura que aprisiona a perverte a alma do povo.O discurso de Pedro é fundamental e contem a orientação conciliar.Pedro parte de fatos concretos: ele foi o primeiro evangelizador dos pagãos e compreendeu que Deus não faz distinção entre pagão e judeu(cf. AT 10,34.44-47),mas concede a ambos o mesmo Espírito Santo que leva o homem a seguir Jesus.Depois,Pedro salienta que os costumes judaicos são um jugo,isto é,um elemento cultural que não deve ser imposto aos pagãos,pois o que salva a todos é a graça que leva à fé em Jesus Cristo.Barnabé e Paulo reforçam o testemunho de Pedro.Tiago é a maior autoridade na Igreja de Jerusalém.Falando aos judeus-cristãos ele reforça a afirmação de Pedro e a fundamenta no Antigo Testamento.Os vv.20-21(e igualmente o v.29) faltam em textos antigos; alguns estudiosos acham que foram acrescentados posteriormente ao livro ou modificados. Parece que Lucas juntou duas reuniões diferentes num só relato.Primeiro,houve uma,onde não se fizeram restrições e na qual se dava plena liberdade às Igrejas dos pagãos convertidos (cf. Gl 2,1-10).Depois apareceram dificuldades pastorais em comunidades onde havia judeus e pagãos.Os judeus aceitavam os outros como irmãos em Cristo,mas não comiam com eles para não ficarem impuros(cf. Gl 2,11 ss).Então Tiago decretou essas restrições para tais Igrejas de judeus e pagãos.A carta conciliar naõ tem caráter dogmático;é apenas uma orientação pastoral.Quanto às restrições do v.29,cf.nota anterior.Lucas salienta o clima de alegria na assembléia ao tomar conhecimento da decisão conciliar.Doravante,não existe mais obstáculos para a expansão da Igreja em ambiente pagão.O v.34 falta nos melhores manuscritos.Os conflitos se fazem sentir também entre as lideranças da Igreja.Todavia,não chegam a paralisar;limitam-se a diversificar campos e estilos de pastoral.A característica básica da ação pastoral consiste em dar assistência às comunidades,afim de confirmá-las,estimulando-as a perseverar na fé.(vv.36.41;cf.14,22).
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