O Querigma dos Apóstolos
A
pregação dos Apóstolos enfoca, anuncia a pessoa de Jesus. Jesus anuncia o
Reino; os apóstolos apresentam Jesus como a Boa Nova, como o Reino no meio de
nós; apresentam Jesus, que trouxe a Salvação e veio instaurar o Reino do
Senhor, o Reino de Deus.
Anunciavam Jesus, chamando-o pôr Yeshuah, que quer dizer Javé
salva. A proclamação dos apóstolos apresenta Yeshuah, apresenta Jesus como uma
pessoa concreta que foi enviada por Deus para nos salvar.
Jesus
nos ensina que tudo que falamos devemos fazer e viver - e se não vivo aquilo
que falo, não estou proclamando Jesus.
B) Anunciam Jesus morto (At 2,23). Anunciaram o Jesus que assumiu nosso pecado e
morreu para poder libertar-nos. Pedro responsabiliza os judeus de havê-lo
matado, mas Paulo diz: pediram a Pilatos e ele, naquele tempo representava o
povo romano, portanto, em Pilatos rodos nós estamos representados.
Participamos dessa morte de Jesus. Ele
se entregou por amor, e assim estava escrito. Essas referências nos mostram
concretamente como morreu Jesus, pregado numa cruz. Naquele tempo, a morte de
cruz era uma vergonha para o judeu, uma loucura para o pagão e os apóstolos
anunciam através de que escândalo morreu Jesus, para que nós possamos ter vida.
E Jesus morreu na cruz, totalmente desnudo, e os apóstolos anunciam que Jesus
morreu na cruz por você, por todos nós e por amor. Algo bem concreto. A
vergonha para os judeus, a loucura para os gentios, mas a liberdade para os que
crêem.
Jesus padeceu. - Ele sofreu, teve
dor no Getsêmani, ali Ele sofreu toda a dor, porque era homem, mas entregou-se
por amor. Sofre, assume, sente, chora, mas o faz por amor, para libertar-nos,
para dar-nos nova vida. É por isso que anunciam os apóstolos: a diferença está
em que tudo fez só por amor.
Jesus foi sepultado. - Essa
evocação ao sepulcro é para dizer ao homem que Jesus esteve sepultado, mas que
não permaneceu no sepulcro, porque está vivo. Os apóstolos anunciam que Jesus
desceu ao lugar dos mortos para liberta-nos, para dar-nos vida nova. Não só
morreu e permaneceu na cruz, mas foi sepultado. Por que baixou Jesus à
sepultura, ao lugar dos mortos? Por nossos pecados: “Morreu por nossos pecados” (cf. 1Cor 15).
Aconteceram quatro fenômenos
na morte de Jesus:
I. Trevas. -
As trevas não vieram após a morte de Jesus, mas antes. O mundo estava em trevas
-”Era quase à hora sexta e em toda a
terra houve trevas até a hora nona” (Lc 23,44). O mundo estava em trevas.
Antes sofre o mundo nas trevas. Que significa isso? Significa a ausência, a
falta de Deus no mundo, antes que se
aceite e receba Jesus. As trevas ficam para trás; quando Ele se entrega morre
e, acabam-se as trevas para ter-se luz, para ter-se vida.
II. Rasga-se o véu do templo. - “O véu do templo rasgou-se
então de alto a baixo em duas partes” ( Mc 15,38). O templo de Jerusalém,
estava dividido em diferentes áreas. Com a morte de Jesus, rasgou-se o véu do
templo, para que todos pudessem chegar ao lugar onde estava Deus. Já não
existiam véus, etapas que impediam de ver, de entrar em contato com Deus, de
estar com Deus. Então, rompe-se, quebra-se tudo aquilo que impedia o homem de
estar com Deus, na presença de Deus. Com a morte de Jesus, a presença de Deus
se torna realidade para nós, judeus e não judeus.
III. Os mortos ressuscitavam. - “Os sepulcros se abriram e os corpos de muitos mortos
ressuscitavam” ( Mt 27,52), porque Jesus vem dar
vida.
IV. Treme a terra. - “A terra tremeu, fenderam-se as rochas”(
Mt 27,51). O que significa a terra para nós? Significa segurança. Com o tremor
da terra, move-se toda a segurança do homem, porque sua segurança deve estar em
Jesus. Ele é a nossa segurança, mesmo que trema, que mova a terra. Ao que crê não existe mais insegurança. E os
apóstolos anunciam: Jesus, homem concreto, que morreu, ‘vocês o mataram’.
Pilatos participou, Jesus foi sepultado, antes de morrer existiram trevas, a
terra tremeu. Depois de sua morte, os mortos ressuscitaram, rompe-se o véu do
templo.
Jesus Ressuscitou (cf. 1Cor
15). - Anunciaram um Jesus ressuscitado. Foi
ressuscitado. Jesus não ressuscitou por suas próprias forças. O Pai o
ressuscitou, o Pai O levantou, o Pai lhe deu a vida. Essa ressurreição entra na
linha progressiva da história da salvação do homem. Os apóstolos mostram: JESUS
HOMEM - JESUS MORTO - JESUS RESSUSCITADO. Mostram a ação do Pai, a ação do
Espírito Santo sobre Ele. Ao terceiro dia O ressuscita. Que significam esses
três dias? Significam um lapso, um período determinado pelo tempo. Em três dias
Jesus reconstruiu um verdadeiro templo de Deus, o homem. Ele não podia
aproximar-se de Deus, e Jesus o reconstroi em três dias. Deus começa, então, a
habitar no coração do homem, templo vivo do Espirito Santo, reconstruído por
Jesus Cristo, em três dias. Depois de ressuscitá-lo Jesus aparece aos
apóstolos. Que significam essas aparições? Não é uma prova de que ressuscitou,
mas, sim, é uma manifestação de amor aos seus discípulos. É algo mais profundo
do que estar vivo, é uma manifestação de encontro com os seus.
O anúncio da Boa Notícia dada pelos Apóstolos
"Quando, porém, chegou a plenitude do tempo, enviou Deus seu Filho, nascido de uma mulher, nascido sob a Lei, para remir os que estavam sob a Lei, a fim de que recebêssemos a adoção filial" (Gl 4,4-5). Este é "o Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus": Deus visitou seu povo, cumpriu as promessas feitas a Abraão e à sua descendência; fê-lo para além de toda expectativa: enviou seu "Filho bem-amado".
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As freqüentes afirmações do Novo Testamento segundo as quais Jesus "ressuscitou dentre os mortos" (1Cor 15,20) pressupõem, anteriormente à ressurreição, que este tenha ficado na Morada dos Mortos. Este é o sentido primeiro que a pregação apostólica deu à descida de Jesus aos Infernos: Jesus conheceu a morte como todos os seres humanos e com sua alma esteve com eles na Morada dos Mortos. Mas para lá foi como Salvador, proclamando a boa notícia aos espíritos que ali estavam aprisionados.
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"A Boa Nova foi igualmente anunciada aos mortos..." (1Pd 4,6). A descida aos Infernos é o cumprimento, até sua plenitude, do anúncio evangélico da salvação. É a fase última da missão messiânica de Jesus, fase condensada no tempo, mas imensamente vasta em sua significação real de extensão da obra redentora a todos os homens de todos os tempos e de todos os lugares, pois todos os que são salvos se tomaram participantes da Redenção.
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É por isso que Cristo inaugura o anúncio da Boa Nova, fazendo sua esta passagem de Isaias (Lc 4,18-19):
O Espírito do Senhor está sobre mim,
porque ele me ungiu
para evangelizar os pobres;
curar aos de coração ferido;
enviou-me para proclamar a remissão aos presos,
e aos cegos a recuperação da vista,
para restituir a liberdade aos oprimidos
e para proclamar um ano de graça do Senhor.
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Cabe ao Filho realizar, na plenitude dos tempos, o plano de salvação de seu Pai. Este é o motivo de sua "missão". "O Senhor Jesus iniciou sua Igreja pregando a Boa Nova, isto é, o advento do Reino de Deus prometido nas Escrituras havia séculos." Para cumprir a vontade do Pai, Cristo inaugurou o Reino dos Céus na terra. A Igreja "é o Reino de Cristo já misteriosamente presente"
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Os caminhos da missão. "O Espírito Santo é o protagonista de toda a missão eclesial." É ele quem conduz a Igreja pelos caminhos da missão. "Esta missão, no decurso da história, continua e desdobra a missão do próprio Cristo, enviado a evangelizar os pobres. Eis por que a Igreja, impelida pelo Espírito de Cristo, deve trilhar a mesma senda de Cristo, isto é, o caminhos da pobreza, da obediência, do serviço e da imolação de si até a, morte, da qual Ele saiu vencedor por sua Ressurreição." É assim que "o sangue dos mártires é uma semente de cristãos".
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Todas as Escrituras (a Lei, os Profetas e os Salmos) se realizam em Cristo. O Evangelho é esta "Boa nova". Seu primeiro anúncio é resumido por S. Mateus no Sermão da Montanha. Ora,, a oração ao Nosso Pai encontra-se no centro deste anúncio. E este contexto que ilumina cada pedido da oração que o Senhor nos deixou:
A Oração dominical é a mais perfeita das orações... Nela, não só pedimos tudo Quanto podemos desejar corretamente, mas ainda segundo a ordem em que convém desejá-lo. De modo que esta oração não só nos ensina a pedir, mas ordena também todos os nossos afetos.
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